Era um sentimento
tão bonito quanto as cores do meu pôr-do-sol
Esvaindo-se do alaranjado fervente
ao azul, ao mais frígido azul
contornando a nova lua que surgia,
que surgia ao fim
ao fim de mais um dia
que vivi sem ver você.
Era um sentimento
longe do banal e de tudo que é tão comum
Entorpecia e fugia,
tão mais forte,
e trazia a escuridão
do fim
do fim do meu pôr-do sol,
desesperando, pois eu vivi,
vivi sem ver você.
Sem ver você.
Sem ter você.
Sem você.